Participação não selecionada no concurso dos Vinhos Fiuza — 3 castas.
A proposta que apresento a concurso procura criar uma mistura entre o tradicional e o jovial.
Encontrando-me dentro do público-alvo e, apesar de não ser grande entendedora de vinhos, já julguei vinhos pelo rótulo por os achar demasiado disruptivos. Se, por um lado, compreendo que os rótulos devem acompanhar o seu público-alvo, por outro, receio que uma rutura total com o universo visual dos vinhos retire credibilidade ao próprio produto.
Por essa razão, tentei adotar uma estratégia que, embora jovial, mantivesse alguma da sobriedade característica dos rótulos vínicos — nomeadamente a opção pelas cores neutras da marca (neste caso, o azul escuro para quase todos os elementos e um bege de fundo que procura criar ligação ao dourado presente no logótipo Fiuza), evitar a integração de demasiados elementos ilustrativos, optando por uma abordagem (quase) minimal, e incluir uma tipografia mais clássica para o “Product of Portugal”.


Por outro lado, procurei apelar à camada jovem através da criação de uma personagem, sem que esta se tornasse infantil. Esta é uma abordagem muito presente nas ilustrações contemporâneas que procuram captar a atenção das novas gerações. Inspirando-me numa estética vintage com um twist contemporâneo — como se tem observado na popularidade redescoberta no vestuário, no design de interiores e no próprio design gráfico — recorri à personificação de um objeto inanimado: um cacho de uvas sorridente a brindar, aludindo aos momentos de celebração e alegria que passamos entre amigos, idealmente, a beber um bom vinho.


Por fim, a integração de letras manuscritas procura trazer dinamismo, leveza e descontração ao rótulo, contribuindo, uma vez mais, para a sua jovialidade.
O grande objetivo desta proposta é fazer os jovens sorrir ao ver o rótulo e, assim, associarem uma imagem positiva aos vinhos Fiuza — levando-os a tirá-los da prateleira e a levá-los até à caixa registadora.
